Serviços


O ciclo de vida de uma tecnologia pode ser dividido em três fases: incorporação, utilização e renovação/alienação. A incorporação da tecnologia pelo Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS) consta de quatro fases: especificação, aquisição, instalação e treinamento. A importância desse processo consiste no fato de que uma especificação e/ou instalação errada irá ocasionar desperdício de recursos durante toda a vida útil do equipamento.

A utilização da tecnologia pelo EAS exige quatro atividades contínuas: manutenção, calibração, treinamento e gerenciamento de contrato. A falta de eficiência nas atividades descritas acima irá gerar gastos excessivos com manutenção, erros de diagnóstico (com possíveis perdas judiciais), acidentes e indisponibilidade do equipamento com respectiva perda de faturamento.

O último ciclo, a renovação/alienação é resultado de uma análise das ferramentas de manutenção, em que o custo de manter o equipamento, a baixa disponibilidade ou a tecnologia não ser mais viável indicam que o equipamento precisa ser substituído. Em paralelo, é realizada uma pesquisa sobre as novas tecnologias e as formas de sua implantação.

Souza et al, Gestão de Manutenção em Serviços de Saúde.

Nenhum estudo de implantação de programas de manutenção, em qualquer empresa, pode ser devidamente efetuado sem se considerar os custos envolvidos. Eles são, na verdade, os fatores mais importantes a serem examinados para se decidir entre diferentes programas de manutenção. Os custos envolvidos são fundamentais para a decisão de realizar,ou não, atividades de manutenção. A questão principal a discutir é a forma como os custos são analisados. Somente quando os custos de um programa de manutenção são comparados com os custos gerais originados pela falta de manutenção é que se consegue persuadir os gerentes de empresas a implementá-los. Cabe mostrar que o dinheiro aplicado em programas de manutenção é, na verdade, um investimento, que proporciona redução não somente nos custos de reparo de máquinas, mas também nos de parada de máquinas. Este trabalho apresenta uma revisão de literatura sobre esses aspectos, assim como uma análise dos custos envolvidos nos diferentes programas e ferramentas de manutenção, em termos de disponibilidade de máquina. Seus benefícios são comparados, também, aos custos decorrentes de reparo e parada de máquina quando se adota uma política de não-manutenção.

Análise dos Custos de Manutenção e de Não-manutenção de Equipamentos Produtivos
Wilson Roberto Marcorin & Carlos Roberto Camello Lima, Julho/dezembro 2003

A imagem dos hospitais brasileiros está sendo associada diretamente com a qualidade da assistência médica prestada, influenciando abertamente em seu share de mercado. Essa relação está ligada à complexidade dos equipamentos do hospital, podendo ainda se estender à infraestrutura hospitalar. No que tange à gestão de um hospital, pouco se conhece sobre a influência de um serviço de apoio de manutenção hospitalar bem estruturado na relação de custos da instituição. Por isso, este trabalho teve por objetivo analisar os custos de manutenção do Hospital de Clínicas de Uberlândia antes e após a implantação da Gerência de Bioengenharia. Entre os resultados alcançados pela Gerência de Bioengenharia estão a implementação de indicadores de produção, centralização dos custos de manutenção, maior confiabilidade nos equipamentos eletromédicos, redução significativa dos custos de manutenção, além de estimular os funcionários do setor a buscar capacitação profissional. Tais resultados comprovam a importância do apoio da Direção do Hospital em estimular mudanças bem estruturadas, realizando assim uma gestão de qualidade com objetivos bem definidos.

Avaliação de custos da gerência de bioengenharia do hospital de clínicas de Uberlândia
Daniel Baldoino de Souza & Roberto Costa Moraes, 2007

Existe uma preocupação crescente dos profissionais de saúde com a segurança de pacientes e usuários no ambiente hospitalar. Um dos fatores que afetam a segurança está relacionado com perigos associados aos problemas funcionais dos equipamentos médicos, que podem ocorrer durante sua vida útil. Tais perigos são caracterizados, por exemplo, por problemas relativos à exatidão da informação dos parâmetros fisiológicos medidos, da dosagem de medicamento aplicado ao paciente e da energia elétrica fornecida para desfibrilação cardíaca. A engenharia clínica tem desenvolvido programas preventivos de rotinas de testes de desempenho e calibração de equipamentos eletromédicos, com o intuito de reduzir os riscos funcionais desses equipamentos nos hospitais. Complementando estes programas, o trabalho proposto aqui consiste na elaboração de uma metodologia fundamentada nos princípios de gerenciamento de risco, objetivando deste modo a propiciar uma ampla abordagem das questões de segurança relativas ao desempenho desses equipamentos.

Neste programa de gerenciamento, uma seqüência de atividades é sugerida: classificação preliminar dos equipamentos, listagem dos parâmetros de saída a serem medidos e definição de seus limites aceitáveis, identificação dos perigos e suas prováveis causas relacionados aos problemas funcionais, estimação de risco, avaliação de risco, análise de custo-benefício, controle de riscos e verificação dos resultados alcançados. Isto resulta, em última instância, na elaboração de rotinas de procedimentos corretivos e preventivos destinadas a manter o risco dentro dos níveis estabelecidos pelo comitê de gerenciamento de risco hospitalar, referentes aos parâmetros funcionais analisados.

Gerenciamento de risco aplicado ao desempenho de equipamentos médicos
Gerson Florence & Saide Jorge Calil, 2003

No caso da aquisição de novos equipamentos, o desconhecimento sobre os custos envolvidos, tanto para a aquisição da tecnologia como para sua operação, é geral. No período anterior à compra, observa-se grande preocupação com os encargos relativos ao financiamento da aquisição, mas desconsideram-se os gastos com o próprio processo de aquisição e incorporação do equipamento e os futuros gastos com operação e manutenção do mesmo e de sua estrutura de apoio. Tal negligência promove a aquisição de equipamentos que diminuem a efetividade dos investimentos em Estabelecimentos de Assistência à Saúde (EAS) públicos e privados (seja na forma de retorno financeiro ou social).

Uma metodologia para o cálculo do custo total de propriedade de equipamentos médico-hospitalares
L. N. Nascimento, S. J. Calil, A. H. Hermini, 2006

Este trabalho foi proposto, com o objetivo de reduzir os custos de manutenção de 11(Onze) máquinas de hemodiálise, pertencentes ao Hospital Das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRPUSP). Este trabalho também poderá auxiliar na decisão, avaliação e gerenciamento de um contrato de manutenção. Concluímos que o custo inicial do contrato, apesar de ter sido maior, representou reduções significativas no lucro cessante, item influenciado diretamente pela diminuição do tempo de parada dos equipamentos.

Estudo sobre a viabilidade de um contrato de manutenção para máquinas de hemodiálise do hcfmrpusp
F.C. Dal Picolo, P.R. Boaventura, 2008

A Engenharia Clínica é uma área com atuação nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, desenvolvendo atividades baseadas nos conhecimentos de engenharia e de gerenciamento aplicadas às tecnologias de saúde. Nesse contexto, este trabalho relata os impactos econômicos da aplicação de técnicas de gestão em Engenharia Clínica num hospital público brasileiro de grande porte e referência em alta complexidade - Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, onde foram consideradas questões econômicas e de qualidade, suportada por pesquisa documental. O levantamento de dados baseou‑se em relatórios e documentos administrativos do hospital do período de 2001 a 2010, referentes a recursos humanos, indicadores de serviços, indicadores de qualidade, custos com peças e contratos. Dentre os resultados encontrados, destaca-se a redução de aproximadamente 20% nas manutenções corretivas e sua estabilização ao longo do tempo, mesmo em face de um elevado aumento do parque tecnológico da instituição. No montante global de gastos com contratos, observou-se uma redução de cerca de 65% no período avaliado. A economia gerada pela gestão em Engenharia Clínica para a instituição foi de aproximadamente R$ 2 milhões em 2010, e a economia acumulada no período de 2001 a 2010 foi de R$ 7,6 milhões. Concluiu-se, que a gestão em Engenharia Clínica na instituição possibilitou uma redução significativa nos custos por meio da formação e capacitação de uma equipe própria, da redução dos custos com contratos e melhor planejamento das manutenções. Tais resultados demonstram a importância de um serviço de Engenharia Clínica para a melhor gestão de custos e das tecnologias em hospitais, sejam eles públicos ou privados.

Avaliação econômica da implantação de um serviço de Engenharia Clínica em hospital público brasileiro
Daniel Baldoino de Souza, Selma Terezinha Milagre, Alcimar Barbosa Soares, 2012

A excelência na gestão de equipamentos médicos é crítica para o bom desempenho dos serviços prestados por uma organização hospitalar. Alguns hospitais brasileiros aderem às práticas de qualidade para desenvolver esta capacidade. O objetivo deste artigo é explicar a contribuição dos padrões recomendados pelas instituições certificadoras de acreditação para a gestão dos equipamentos médicos utilizados em um hospital de excelência brasileiro. Trata-se de um estudo teórico-empírico, baseados em evidências de primeira mão majoritariamente qualitativas. O método de análise é o estudo de caso, as evidencias foram coletadas por meio de entrevistas de fundo com os gestores do hospital e o tratamento dos dados seguiu a sistemática de construção de tabelas analíticas. Os resultados indicaram que o hospital em questão não só aderia às práticas recomendadas pelas instituições certificadoras, como também apresentava padrões próprios, desenvolvidos internamente. Ficou evidente que as práticas adotadas inserem-se em uma visão estratégica mais ampla, que busca a inovação tecnológica constante, com garantia de segurança, como forma de diferenciação.

Gestão de equipamentos médicos: o papel das práticas de qualidade em um hospital de excelência brasileiro
Renata Pascoal Freire, Claudio Pitassi, Antônio Augusto Gonçalves, Denise Schout, 2012

CAPÍTULO II - DO GERENCIAMENTO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE
Art. 5º O estabelecimento de saúde deve definir e padronizar critérios para cada etapa do gerenciamento de tecnologias em saúde abrangidas por este regulamento técnico e utilizadas na prestação de serviços de saúde. Parágrafo único. O estabelecimento de saúde deve possuir, para execução das atividades de gerenciamento de tecnologias em saúde, normas e rotinas técnicas de procedimentos padronizadas, atualizadas, registradas e acessíveis aos profissionais envolvidos, para cada etapa do gerenciamento.

RESOLUÇÃO-RDC Nº 2, DE 25 DE JANEIRO DE 2010

Nas últimas décadas, a metrologia teve avanços grandiosos permitindo a concepção de novos instrumentos voltados para a ciência, indústria e saúde. Nesta última, o grande esforço está no desenvolvimento de instrumentos que meçam parâmetros fisiológicos com melhor precisão e que contornem ou minimizem as fontes de erros nas medidas. Com isso, é possível obter diagnósticos, prevenir e tratar doenças com maior acurácia.

Uma consequência direta é que médicos passam a depender e confiar cada vez mais em parâmetros quantitativos medidos de seus pacientes. Essa confiabilidade deve ser refletida no equipamento utilizado, que deve fornecer segurança adequada ao paciente e operador, bem como apresentar resultados com alto nível de precisão e terem comparabilidade internacional através de um Sistema de Unidades adequado.

A validade das medidas fisiológicas e riscos do uso de equipamentos só começou a receber maior preocupação em 1991, com um estudo prático realizado em Harvard. Neste estudo, pesquisadores investigaram dados de mais de 30 mil pacientes hospitalizados em estado grave. Destes, cerca de 3,7% sofreram por eventos adversos, sendo que 13,6% destes foram incidentes fatais.

A FISIO-TEC segue todas as normas e possui os melhores analisadores para garantir o uso seguro do equipamento médico no paciente. Equipamentos com calibração vencida são tão perigosos quanto medicamentos com a validade vencida.